Criado por Messias Henrique Dias Soares © 2016

Sacolas plásticas são uma das maiores vilãs para o meio ambiente?

   O uso exagerado de sacolas plásticas por grande parte da população brasileira é um assunto que tem causado certa polêmica nos últimos anos. Ir ao supermercado, à farmácia ou a qualquer local comercial e colocar suas compras em vários sacos plásticos, muita das vezes sem ter necessidade, é um ato comum entre os brasileiros e que vem fazendo parte do meio cultural da nossa sociedade. Infelizmente, durante essa atividade tão presente em nosso dia a dia nós não refletimos sobre o destino final desse produto que nos serve apenas como fator de praticidade e conforto.

   Esse artigo derivado do petróleo é um dos grandes responsáveis pela poluição e contaminação de rios e mares, o que causa a morte de peixes e aves devido à ingestão desse rejeito, além do entupimento de vias de esgoto e canais de água contribuindo para a retenção de lixos e para as inundações nos períodos de chuva, dentre vários outros fatores prejudiciais para o meio ambiente. Tudo isso está relacionado com a falta de outras utilidades para essas sacolas, com o descarte incorreto e, também, o tempo necessário para que esses sacos plásticos sejam degradados pela natureza.

    É a partir de fatos como esses que surge a necessidade de uma conscientização mais ampla da população brasileira em relação à necessidade de obter métodos que sejam simples, porém, úteis para a redução do consumo desse objeto que no fim se torna um grande passivo ambiental. Uma iniciativa interessante foi tomada pela prefeitura de São Paulo no ano de 2015, esta consiste na lei 15.374/11, que determina o uso de novas sacolas plásticas nos supermercados do município. Ao invés das sacolas plásticas convencionais na cor branca, os consumidores encontrarão sacolas nas cores verde ou cinza, maiores, mais resistentes e que tenham pelo menos 51% de sua composição derivada de matéria-prima renovável, como cana-de-açúcar, o que favorece uma decomposição mais fácil. A lei não determina a substituição das sacolas plásticas por outros tipos de recipientes para o transporte das compras como, por exemplo, bolsas reutilizáveis, mochilas ou até mesmo caixas de papelão, mas, de certa forma já apresenta um pensamento alternativo frente à necessidade de preservação do meio ambiente.

 Cabe a nós como cidadãos explorar e aperfeiçoar métodos para que o desenvolvimento tecnológico e o aumento da qualidade de vida estejam sempre aliados com a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente, de forma a causar o menor impacto possível por decorrência das nossas ações. É válido lembrar que além dos sacos plásticos, vários outros objetos que estão presentes em nossa rotina e não passam de simples artefatos de conforto sem uma utilidade verdadeira, causam um grande impacto na natureza ao serem descartados de maneira incorreta.

 

 

Leia mais em: http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI213578,21048-Lei+que+proibe+sacolas+plasticas+na+cidade+de+SP+e+regulamentada.

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