Criado por Messias Henrique Dias Soares © 2016

Os perigos do uso exagerado de descartáveis

O aumento no uso de produtos descartáveis como copos, canudos, sacolas, talheres, dentre outros é uma questão muito preocupante. Considerando que em termos de planeta, não existe ‘fora’, e o uso e descarte de qualquer produto, especialmente os feitos plásticos, precisa ser consciente e feito da maneira correta.

O plástico é empregado em diversas funções devido à sua durabilidade, facilidade de manuseio e versatilidade. Mas só agora, após 60 anos de uso intensivo começamos a perceber o problema que isso pode se tornar.

 

Há muitos problemas com o descarte incorreto dos produtos. Gera poluição nas cidades, enche os aterros, pode ser carreado poluindo os rios, afetando assim os mares e oceanos. E especialmente o plástico, quando não é reciclado como deveria, pode trazer muitos problemas se chegar ao oceano. Um desses problemas é causado pelos “grandes plásticos”, que estão formando consideráveis ilhas de lixo em muitas partes do oceano. A maior delas é encontrada entre o Havaí e a Califórnia e é chamada de “A Grande Mancha de Lixo do Pacífico”. Seu peso foi estimado em aproximadamente 80.000 toneladas e tem aproximadamente 1,6 milhões de km²!

 

Esse tipo de lixo forma uma camada na superfície da água, impedindo a penetração da luz do sol, dificultando e em alguns casos até impedindo a fotossíntese. Sem fotossíntese, o nível de oxigênio dissolvido na água diminui drasticamente, causando a morte de peixes e outros animais marinhos que dependem disso.

 

 

Além disso, animais maiores confundem esse tipo de lixo com alimentos e os ingerem. Isso pode causar problemas com a nutrição pois eles não são capazes de digerir o plástico, causando problemas sistêmicos em todo o processo digestivo. A alimentação deficiente promove a queda de nutrientes, podendo levar ao subdesenvolvimento dos animais, provocando a morte e resultando em menores taxas de reprodução. Eles também podem engasgar com partes da embalagem, ficar com a nadadeira presa perturbando a movimentação e a capacidade de fugir de predadores, ou até mesmo prender a boca, impossibilitando a alimentação, ambos os casos levando a mortes prematuras.

 

Outro problema são os microplásticos. Partículas que têm menos de 5mm. Eles podem ser de dois tipos: microplásticos primários que são partículas que já são pequenas, como as usadas para fazer esfoliantes corporais, aquelas encontradas em algumas pastas dentais, glitter. O outro tipo é o microplástico secundário, aquele derivado da degradação de peças de plástico de maiores dimensões. Sacolas de supermercado, garrafas de água e a maioria dos produtos de plástico quando em contato com a luz do sol, ondas e ventos se desfazem em pedaços muito pequenos.

 

Esses pedaços minúsculos podem absorver ou liberar diversos os tipos de químicos que podem permanecem na cadeia alimentar, levando ao processo conhecido como bioacumulação. Esse processo ocorre quando certa substância presente no meio é incorporada por organismos na base da cadeia alimentar e são assimilados aos seus predadores durante a alimentação, “transmitindo” a substância. Esse processo ocorre de forma suscetível, promovendo o aumento das concentrações dessas substâncias nos organismos que permanecem no topo da cadeia.

Atualmente já ocorrem diversos programas para remover parte do plástico dos oceanos. No entanto, a quantidade e o fato de que ele é disperso e frágil por causa do intemperismo dificulta a eficiência dos programas.

 

Mas será essa a solução? Pode ser parte dela, mas se não reduzirmos o uso dos descartáveis imediatamente, em 2050 os oceanos terão mais plástico do que peixes (por peso) de acordo com o Fórum Econômico Mundial de Davos 2016. A verdade é que temos muitas alternativas aos descartáveis. Você pode carregar sua própria garrafa de água, seus talheres, copos reutilizados de festas ou investir em um de silicone, não pegar canudos ou ter o seu reutilizável, comprar xampus e condicionadores sólidos que tenham menos embalagens, ter uma ecobag de compras, além de muitas outras. Você só tem que querer.

 

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