Criado por Messias Henrique Dias Soares © 2016

Novo relatório da ONU aponta dados preocupantes sobre desastres naturais

          Em 2018, foi publicado por especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) um relatório alarmante sobre mudanças climáticas em todo mundo. Nele, há um alerta sobre o aumento de perdas econômicas consequentes à desastres como tsunamis, furacões, enchentes, ondas de calor, secas, geadas e terremotos, que somados acarretam na perda de aproximadamente 3 trilhões de dólares nos últimos 20 anos no mundo todo.

          Ainda observando as ocorrências de desastres, foi observado que dentre as 7255 catástrofes naturais registradas desde 1998, 91% estão relacionadas ao clima

 

 

Tabela de correlação entre desastre, número de pessoas afetadas e quantidade de fatalidade entre 1998 e 2017. 

 

         

          Além das perdas materiais e financeiras, as maiores foram as mais de um milhão de pessoas que perderam suas vidas nesses desastres naturais, além dos 4,4 bilhões de feridos, desabrigados ou em necessidade de ajuda de emergência. Os atingidos estão em todos os continentes, afetando diversos países em diferentes graus de desenvolvimento, desde os EUA, que sofreu perdas de quase 1 trilhão de dólares entre 1998 e 2017 em decorrência de desastres, ao Haiti, que perde anualmente cerca de 17,5% do PIB.

       

        As estimativas apresentadas pelo relatório da ONU indicam que em países de baixa e média renda, a probabilidade de ocorrerem mortes por catástrofes naturais beiram os 600% a mais quando comparados a países “ricos”, em outras palavras, 7 vezes mais chances de ocorrer uma fatalidade. Uma possível explicação é que essas nações em desenvolvimento não possuem infraestrutura e recursos suficientes para se recompor de grandes desastres e evitar ou amenizar novos, principalmente quando há vários em seguida.

 

         De modo geral, esses números são preocupantes e infelizmente podem ser piores. Ainda de acordo com a ONU, nem todos os países contabilizavam as informações decorrentes de desastres naturais, de modo que a estimativa é que em países de baixa renda tenham apenas 13% de seus dados disponíveis atualmente. Essa baixa averiguação ocorre por diversos motivos e mais severa na África, indicado pela pesquisa como o continente com a menor incidência de catástrofes naturais (14% do total global). Entretanto, países dos demais continentes e de diversas condições econômicas reportaram falta de dados sobre o assunto.

 

          A resposta adotada pela ONU para essa pergunta é simples: “Marco de Sandai para Redução do Risco de Desastres”. A conferência realizada em março de 2015, no Japão, determinou metas até 2030 que auxiliarão nas questões expressas no nome deste Marco, em que as nações estarão unidade.

O Marco de Sandai tem sete alvos estratégicos e 38 indicadores para medir o progresso na redução das perdas em desastres. Esses indicadores alinham a implementação do Marco os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e o Acordo de Paris sobre as alterações climáticas.

 

 

Esse texto é apenas uma parte de todas as informações presentes no artigo publicado pela ONU e no Marco de Sendai.

 

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