Queimada na Amazônia: é realmente natural?

Apesar dos registros anuais referentes as queimadas demostrarem o contrário, os incêndios no ecossistema amazônico não são naturais como em determinadas localidades do oeste dos EUA, por exemplo. A umidade presente nas florestas tropicais, juntamente com a cobertura vegetal, serve como auxílio para o sustento das possíveis queimadas que possam ocorrer, além de funcionarem como banco de carbono por meio da estocagem realizada no processo de fotossíntese.

 

Entretanto, o desmatamento desenfreado nos últimos anos, devido a da expansão da fronteira agrícola, como também a intensa mudança climática resulta em diversas consequências, dentre elas as queimadas excessivas e a liberação de todo carbono estocado para a atmosfera. O número de focos de queimada nesse ano de 2019, até o mês de agosto, superou a média anual estabelecida, conforme os dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) e apresentados no gráfico abaixo.

 

 

 

 

É importante por em pauta os assuntos ambientais de forma que se possa realizar as ações necessárias para mitigar os possíveis danos irreversíveis ao ecossistema brasileiro. A perda da Amazônia trará consequências não só para o território brasileiro, comprovadas por meio de alterações climáticas, mudanças nas temperaturas de ecossistemas aquáticos, perdas de biodiversidades e empobrecimento do solo, como também para demais continentes por serem consequências de grandes escalas.

 

Mas afinal, estamos exercendo nosso papel diante disso tudo?

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